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Calheta beach
  • O PORQUÊ DAS LEVADAS


    Os primeiros povoadores da Madeira começaram a cultivar as encostas mais baixas do sul da ilha, cortando poios (socalcos) ao mesmo tempo que construíam as primeiras pequenas levadas, que transportavam água das nascentes mais acima nas encostas dos montes até às suas terras. A primeira legislação a regulamentar a utilização das levadas e os direitos de água data da segunda metade do século XV.
    Nos princípios do século XX, havia cerca de 200 destas levadas, serpenteando por mais de 1000km. Muitas pertenciam a particulares e a apropriação indisciplinada de água fazia com que o bem mais valioso da ilha fosse frequentemente distribuído de forma injusta. De facto, em meados da década de 1930, apenas dois terços da terra arável da ilha estavam a ser cultivados - e apenas metade desses eram irrigados.
    Só o Estado possuía os meios económicos necessários para implementar um programa de construção em larga escala e a autoridade para impôr um sistema mais equitativo de distribuição.
    Tais cursos de água não são exclusivos da Madeira, o que é único é a sua acessibilidade e extensão. O sistema de irrigação da ilha é actualmente composto por uns impressionantes 2150 km de canais, incluindo 40km de túneis
  • Caminhadas na Ilha da Madeira

        A melhor maneira de apreciar o esplendor e alcançar o interior da Ilha da Madeira e as suas paisagens selvagens, é de percorrer as Levadas.

        Percorrendo cerca de 2.150 quilómetros, as Levadas da Madeira são cursos de água à volta das montanhas, construí­dos pelo Homem, na sua maioria à  mão nos primórdios do povoamento, para levar água aos terrenos agrí­colas inacessí­veis, que alcançam vilas remotas através de túneis e penhascos.



  • Dificuldade


        A maioria de caminhadas são acessí­veis a todos, mas os ní­veis de dificuldade, estão marcados no começo de cada caminhada. Caminhar neste palco magní­fico é um deleite para todas as gerações, a flora da Madeira e o ambiente montanhoso são um prazer para os amantes de caminhadas.

        Quer seja à  beira do mar ou através dos vastos parques naturais da Madeira, percorrer uma Levada é uma experiência inesquecí­vel.
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  • ALGUMAS LEVADAS E VEREDAS DA MADEIRA

    Levada  Vereda Machico/ Porto da Cruz

    Atravessamos a pé todo o verdejante vale de Machico, passando por campos cultivados e de pastagens até à costa norte onde subimos até ao Risco. Depois seguimos pela vereda que nos levará a Porto da Cruz, uma freguesia à beira mar na costa norte que é muito procurada tanto por residentes como por visitantes.. Este é sem dúvida o mais bonito caminho costeiro da Ilha, 450m acima do mar, com uma excelente vista sobre esta costa de falésias e de penhascos. (Este percurso demora  cerca de 4 horas).

     

  • Levada Nova-Ponta do Sol.

    Considerada como uma das levadas mais belas e encantadoras da costa sudoeste.Esta é uma caminhada magnífica através do verde da laurissilva, a floresta que outrora cobria o sul da Europa. O seu nome é uma designação latina: laurus (lauráceas: til, loureiro, vinhático e barbusano) e silva (floresta, bosque). É uma caminhada com um especial encanto para pessoas que apreciam a natureza. ( Percurso a pé com cerca de 4h,)

     

  • Levada do Rabaçal
    No planalto do Paul da Serra,.seguimos por uma bonita levada através da vegetação primitiva, onde abundam os loureiros, as urzes arbóreas, os folhados e outras inúmeras plantas indígenas. Passamos pela esplêndida cascata do Risco e continuamos mais à frente por uma outra levada que nos conduzirá às 25 Fontes, um curioso conjunto de quedas d’água que brotam em linha. ( Percurso de cerca de 4h).

     

  • Vereda  do Pico do Arieiro / Pico Ruivo / Achada do Teixeira
    Partida do Arieiro (1810m). através de um sinuoso e espectacular caminho de montanha que percorre a crista que nos conduzirá ao Pico Ruivo (1862m), o cume mais elevado da Ilha. Aí faz-se  uma pausa para descanso e podermos  apreciar demoradamente a vista sobre quase toda a Ilha. A vegetação aqui é rasteira e composta por uma grande variedade de flores endémicas. Magníficos panoramas sobre os cumes vulcânicos em redor. Depois descemos por uma antiga vereda até Achada do Teixeira (1600m),  (Percurso para cerca de 5h),

  • Levada do Caldeirão Verde
    Este percurso, que começa no Parque Florestal das Queimadas (Santana) e termina no Caldeirão Verde, tem uma extensão de 6 km e uma altitude de 990 metros. A Casa de Abrigo das Queimadas pode honrar-se de manter as características originais das Casas Típicas de Santana e, a partir daqui, se não parar para admirar as estupendas paisagens sobre Santana e São Jorge, Este trilho é extremamente rico na sua paisagem adornada por quedas de água, fauna e floraVai encontrar o primeiro túnel que é curto e contrasta com o segundo túnel de uns consideráveis 200 metros. Pouco depois, avista o terceiro túnel não tão extenso como o anterior. Tenha cuidado, pois este túnel é baixo e o piso está normalmente molhado. O quarto túnel, bem mais pequeno na sua extensão, está situado a 1 km do Caldeirão Verde. Note que o Caldeirão Verde fica à esquerda da levada, bastando, para lá chegar, subir alguns metros pelo leito do ribeiro por onde escorrem as águas que sobram do lago natural. Depois de tirar partido da beleza do Caldeirão Verde e se não tiver vertigens, continue o caminho pela levada (sem varandim) que o leva até ao Caldeirão do Inferno.
    (Percurso para  cerca de uma hora e meia ).

  • Levada da Azenha - Caminho Velho do Castelo
    Um pouco acima da Estrada do Aeroporto  que liga Santa Cruz ao Santo da Serra e abaixo do restaurante Azenha, no sentido Santa Cruz – Funchal, fica a entrada para a Levada da Azenha. Uma placa em madeira sinaliza “Levada da Azenha – Caminho Velho do Castelo – 1,3 km”.
    Já na levada, o percurso é feito no sentido oposto à corrente da água e à medida que o passeio é percorrido, é possível observar os  poios cultivados com alfaces, feijão verde, maçarocas, tomates, pimpinelas, entre outros. O centro do Caniço começa a avistar-se e o caminho estreita, apoiado por uma vedação.
    Passado algum tempo, já se avista o antigo moinho da Azenha, que infelizmente se encontra em muito mau estado de conservação, dele restando apenas as paredes laterais e três mós em pedra. Chegou a hora de começar a subir. Alguns pinheiros, eucaliptos e plantas rasteiras pintam de verde a encosta. Depois de alguns metros, a subida estreita e é novamente protegida por uma vedação. Aqui podemos ver tabaibeiras e figueiras.
    Após a subida, é altura de descer a escadaria em pedra protegida por uma vedação de Madeira. Esta descida leva-nos em direcção a uma pequena clareira que deixa observar uma bonita paisagem. É aqui que se encontra outra placa “Caminho Velho do Castelo 0,3 Km” e outra indica o caminho percorrido até aqui “Levada da Azenha – 1 Km”.
    Deixamos para trás a levada. Descemos e atravessamos a ponte em madeira e subimos novamente até chegarmos a uma zona mais plana onde abundam plantações de feijão, abobreiras e ameixieiras. Ouve-se o chilrear de alguns melros pretos e andorinhas, grilos e borboletas. A saída faz-se por um poio coberto de abobreiras junto a uma casa.
    (Duração da caminhada, cerca de 1 hora)

     

  • Levada do Rei
    Este percurso liga a Estação de Tratamento de Águas das Quebradas, em São Jorge  à madre da levada no Ribeiro Bonito.
    É entre uma vegetação mista, pontuada por alguns exemplares da vegetação indígena, que se pode avistar, logo à partida, as paisagens agrícolas panorâmicas de São Jorge e de Santana . Quando o percurso vai a meio, a levada que se estende ao longo da encosta mistura-se com uma imponente vegetação natural rica na sua biodiversidade.
    Já no Ribeiro Bonito, a sensação é a de estar num verdadeiro santuário natural. O Ribeiro Bonito é uma das áreas onde habita a vegetação Lauríssilva  – Património Mundial Natural da Unesco desde 1999 -, um verdadeiro cenário virgem!
    Se fizer este passeio, não se esqueça de visitar o conhecido Moinho de Água de São Jorge que já conta com cerca de 300 anos de história, e que, alimentado pelas águas da Levada do Rei, mói o trigo, o milho, a cevada e o centeio plantados em São Jorge.

     

     

  • Levada do Norte – Do Cabo Girão à Boa Morte
    Para fazer este percurso, vá até ao cruzamento da estrada regional com a levada do norte, entre o Garachico e o Cabo Girão. Ao seguir a levada nas proximidades do Ribeiro da Caldeira, surge um túnel com cerca de 300 metros de comprimento. 500 metros após a passagem do túnel, a levada volta a cruzar-se com a estrada regional, desta vez, já na freguesia da Quinta Grande. Aproveite e deleite-se com o panorama sobre o amplo espaço que se desdobra desde Câmara de Lobos até ao Funchal. O verde impera nesta paisagem sustentada pela Levada do Norte.
    O percurso da estrada regional na Quinta Grande até à Boa Morte mede cerca de 8,5 Km . Pode apreciar as diversas plantas que ornamentam esta levada e, em algumas curvas, vai ver: terá a sensação que está perante um verdadeiro miradouro! Ao seu dispor tem as vistas sobre as terras de cultivo do Campanário e da costa até à Ponta do Sol.
    Para quem se deixar viciar por este passeio, pode sempre optar por continuar a aventura e descer até à vila da Ribeira Brava, pelo caminho velho que se encontra abaixo da praça que serve de paragem ao autocarro da Boa Morte.
    Esta descida está decorada pela variedade de plantas que povoam os quintais vizinhos, mas para conseguir alcançar o final terá de palmilhar cerca de uma hora. A descida é relativamente exigente, pelo que não se aconselha a pessoas sem grande preparação.
    (Duração do percurso cerca de  3 a 4 horas)

  • Levada da Central da Serra de Água à Eira do Mourão
    Percorrer cerca de um quilómetro de estrada é a distancia  entre  a Pousada dos Vinháticos da Central Hidroeléctrica da Serra de Água. A partir daqui e até à Eira do Mourão, pela Levada do Norte, há uma certeza: emoções fortes! São cerca de dez túneis que, todos juntos, somam uma extensão de 3325 metros. Alguns quilómetros à beira de precipícios sem protecção são, igualmente, presença certa neste percurso. Portanto, este trajecto tem todos os atributos de uma boa aventura, mas cuidado, um descuido  pode ser desastroso.
    O Ponto de partida é a Pousada dos Vinháticos. A levada nasce na Central Hidroeléctrica da Serra de Água e até ao primeiro túnel, situado a pouco menos de um quilómetro da Central, o percurso não oferece inconvenientes. O segundo túnel tem o dobro do comprimento do primeiro e aqui já é aconselhável o uso de uma lanterna. Vários fetos, Castanheiros, Nogueiras e Seixeiros estão à espera de quem acaba de sair deste túnel. Meio quilómetro depois, cuidado com o fio de água que cai sobre a levada. Uns metros mais à frente, a Ribeira do Poço aparece a levada passa por cima de uma ponte. Depois desta ponte, prepare-se para 1100 metros de túnel baixo e alagado. É aconselhável o uso de uma protecção para a cabeça. Ultrapassado este túnel, outro será encontrado até chegar ao vale da Ribeira do Pico onde se abre um outro túnel de 3000 metros que só termina perto da Terra Chã, no Curral das Freiras, no entanto, este túnel não se encontra aberto aos caminhantes, e assim o percurso deve continuar pela Levada do Norte. Existem troços onde a berma da levada ganha mais espaço e é possível espreitar a paisagem e, com sorte, observar o voo de um Pombo Trocaz ou de um Columbídeo. Eis que surge o quinto túnel, amplamente alagado e repleto de lama nos seus 200 metros de comprimento. As vistas da Serra de Água indemnizam o esforço feito por quem acabou de atravessar o quinto túnel. Até ao oitavo túnel não existem dificuldades de maior, mas, à saída deste último, prepare-se para uma queda de água sobre a levada e para um piso escorregadio e sem protecção para o abismo mesmo ao lado. Surge o nono túnel que é extenso e alagado, este é o túnel do Espigão e daqui até a Eira do Mourão existe apenas mais um pequeno e fácil túnel e a vereda paralela à levada que continua sem protecção.A Eira do Mourão ganhou vida quando, em 1952, a água da Levada do Norte começou a correr na sua direcção. Chegados a este modesto núcleo populacional, existem duas opções: seguir na Levada do Norte até à Boa Morte num percurso que soma ao anterior cerca de três quilómetros e meio ou descer para a Fajã da Ribeira, na margem esquerda da Ribeira Brava, tendo que, para  isso, percorrer mais cerca de dois quilómetros a descer.